
Nada melhor para espairecer um pouco (que bem ando a precisar).
Ontem acabei de ver o documentário de "José e Pilar", e devo dizer que foi uma agradável surpresa, só não gostei da Sic ter dividido em duas partes. Não conheço muito da obra de Saramago e até há pouco tempo nunca me tinha despertado muito interesse. Apesar de ter sido uma figura polémica para alguns, acho que acima de tudo soube viver a vida sem falsos moralismos e sem medo de dizer o que pensava. Gostei acima de tudo por retratar a vida e o amor de José e Pilar, e não do prémio Nobel ou da figura pública. E como nas grandes histórias de amor, há o dia que marca a diferença entre o antes do outro chegar e o depois.
Hoje de tarde quando andava a fazer zapping apanhei a meio o “Pretty Woman”, aquele filme que já vi cinco mil vezes, mas que nunca me cansa. É daqueles para a posteridades, que sempre me faz rir, faz ter raiva da empregada que não a quis atender e depois a dizer “bem feita” quando ela volta à loja já toda em lady, que me faz querer bater no porco do colega dele, que me põe a cantar aquelas músicas de sempre, que me mete a torcer para eles ficarem juntos, que me faz suspirar quando ele no fim sobe pelas escadas de emergência com as flores na boca e cheio de vertigens. Lamechas e romântico como se quer, com Julia Roberts e Richard Gere no seu melhor.